O Peso Invisível da Maternidade: Como Equilibrar Amor, Carga Mental e Cuidado Próprio
- Tainar Undália
- 6 de fev.
- 2 min de leitura
Há um peso que ninguém vê. Um peso que não aparece nas fotos, que não é compartilhado em legendas inspiradoras, que não recebe aplausos.

Ele se esconde entre listas de compras, consultas médicas, lancheiras preparadas antes do sol nascer e brinquedos espalhados pela casa. Esse peso tem nome: carga mental.
Ser mãe é amar com uma intensidade que dilata o peito, mas também é carregar um mundo inteiro nos ombros. São as roupas que precisam ser lavadas, os compromissos escolares que não podem ser esquecidos, os detalhes que ninguém nota, mas que, se não forem feitos, desmontam o equilíbrio da casa. É dormir com um olho aberto, porque mesmo no silêncio da madrugada há sempre uma preocupação sussurrando ao pé do ouvido.
E no meio disso tudo, onde fica a mulher?
A mulher que existia antes de ser mãe, antes de ser a responsável por tantas vidas além da sua própria? Aquela que tinha sonhos que não cabem entre uma mamadeira e outra, aquela que queria tempo para respirar sem culpa, para olhar para si com o mesmo carinho que dedica aos outros.
Mas e se eu te disser que esse peso pode ser dividido?

O primeiro passo é reconhecer que o amor não precisa ser sacrificial. O cuidado próprio não é egoísmo, é sobrevivência. Ensinar aos filhos que a mãe também merece descanso é mostrar a eles que o autocuidado é um valor, não um luxo.
O segundo passo é compartilhar a carga. A casa é um organismo vivo e todos fazem parte dele. Delegar tarefas, cobrar presença, permitir-se não dar conta de tudo – porque, no fim das contas, tudo é uma ilusão.
E por fim, um lembrete essencial: o mundo não desmorona quando uma mãe se escolhe. Na verdade, ele se reorganiza. Porque quando uma mãe aprende a se amar, seus filhos aprendem a amar a si mesmos. E isso, talvez, seja o maior presente que se pode dar.
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